
A memória da dança, as manifestações populares e os encontros entre gerações estarão no centro do 'Dança Sergipe 2026 — Corpos da Sergipanidade: Memória, Cultura e Dança em Sergipe', evento agendado para acontecer nesta quinta-feira, 22 de outubro, no Teatro Atheneu, em Aracaju (SE). Realizado pelo Departamento de Dança da Universidade Federal de Sergipe (DDA/CECH/UFS), o evento integra a 'Semana da Sergipanidade' e reúne atividades acadêmicas e artísticas em dois turnos.
Pela manhã, a programação aproxima a universidade, mestres da cultura popular, artistas e gestores culturais para discutir a dança como expressão da identidade e da memória de Sergipe. À noite, às 19h, o espetáculo "Lírio da Paz" celebra os 80 anos de Dorinha Teixeira Machado e sua trajetória na formação de gerações de bailarinas, bailarinos e professores.
Manhã: saberes populares e memória da dança
A abertura acontece às 8h30, com apresentação da Companhia de Dança da UFS, seguida da composição da mesa institucional e dos pronunciamentos das autoridades.
Das 9h às 10h30, a mesa "Manifestações Culturais Sergipanas e suas Danças" reúne Mestra Acácia, da Caceteira de Rindú, de São Cristóvão; Mestre Roberto, do Reisado Baile Estrela, de Moita Bonita; e Marcelo Rangel Lima. A mediação será da professora Jussara Rosa Tavares, da UFS.
Das 10h45 às 12h15, a mesa-redonda "Memória da Dança em Sergipe" contará com Fernando Aguiar, professor da UFS e membro do Conselho Estadual de Cultura; Irineu Fontes, da Secretaria de Estado da Cultura (Secult); e Paulo Correia, membro do Conselho Municipal de Cultura. A mediação será do professor Mário Rezende, da UFS.
As atividades propõem reconhecer os saberes de quem constrói a dança em diferentes espaços e fortalecer o diálogo entre a formação universitária, as políticas culturais e o patrimônio vivo.
Noite: "Lírio da Paz" celebra uma história que atravessa gerações
Com concepção e direção de Lavínia Teixeira-Machado, coordenadora do Departamento de Dança da UFS, "Lírio da Paz" percorre momentos da trajetória de Dorinha Teixeira: os primeiros passos na Escola de Artes de Dona Neide, a atuação na Escola Sergipana de Ballet, o retorno ao ensino e os caminhos artísticos trilhados por suas alunas e familiares.
O espetáculo reúne balé clássico, dança contemporânea, dança popular, dança do ventre e outras linguagens. Entre as obras estão "Berceuse", "A Morte do Cisne", "Rondò alla Turca", "Exaltação" e "Maria Cristo", além de um bloco dedicado ao 'ForróBalé', experiência iniciada por Dorinha em 1997.
A música ao vivo também integra a homenagem, com o Trio Serestas, formado por Marília Teixeira (canto lírico), Lucas Campelo (sanfona) e Rodrygo Besteti (violão). A participação de escolas e grupos convidados amplia o encontro entre artistas de diferentes gerações.
Ao reunir antigas alunas, familiares, estudantes e profissionais da dança, a montagem apresenta o legado de Dorinha como uma história coletiva, que permanece viva nos corpos, nas salas de aula e nos palcos. Salve!