(Imagem: Ruptura/Apple TV)
Entrou em vigor na última terça-feira a nova atualização da NR-1 — a norma regulamentadora N°1. A partir de agora, a saúde mental deixa de ser um problema apenas do trabalhador e passa a ser, oficialmente, uma obrigação legal de segurança do trabalho para as empresas.
Na prática, a mudança obriga os chefes a identificar, prevenir e reduzir os chamados riscos psicossociais no ambiente corporativo.
A empresa passa a ser responsabilizada diretamente se tolerar assédio moral ou sexual, promover cultura de competitividade tóxica, aplicar jornadas exaustivas ou estipular metas abusivas e inalcançáveis.
Como isso afeta o trabalhador? Agora, o esgotamento vira uma infração trabalhista. A fiscalização do Ministério do Trabalho poderá multar as empresas que mantêm ambientes tóxicos antes mesmo de um funcionário se afastar.
A mudança ocorre num momento delicado no cenário nacional:
*Em 2025, o país registrou mais de 546 mil afastamentos por saúde mental, batendo o recorde histórico pelo segundo ano consecutivo;
*Ansiedade e depressão formaram o 2° maior motivo de afastamento do trabalho no Brasil no ano passado, atrás apenas das doenças da coluna;
*As mulheres são as mais afetadas nas estatísticas, representando mais de 60% dos afastamentos previdenciários por transtornos mentais.
Se alinhando a uma tendência global. Na União Europeia, países como França e Portugal já adotam proibição de chefes mandarem mensagens fora do horário de serviço. Já no Japão, o governo obriga empresas com mais de 50 funcionários a aplicar um teste anual de estresse nas equipes para evitar o Karoshi — morte por excesso de trabalho.
(Por: the news)